Mulheres que se posicionam no mercado de trabalho têm melhores resultados na carreira

Com um histórico de quinze anos de depressão, divorciada, três filhos e um neto, Mônica da Costa, 58, chegou a pensar em mudar de profissão após 25 anos como dentista. Insatisfeita com a carreira chegava todos os dias ao consultório pensando em ir embora. Hoje, após algumas mudanças na forma de encarar o trabalho e, até mesmo, nas relações pessoais, Mônica afirma com convicção:

“O problema estava em mim e mudar de profissão só iria mudar o meu problema. Sou apaixonada pela odontologia e vejo valor no que faço. Quando passei a entender isso, passei também a educar minha mente. Isso me trouxe confiança e os pacientes sentiram isso.”

A mudança de postura no trabalho surgiu quando a dentista começou com as sessões de Coaching. Diferente do que muitas pessoas pensam, o Coaching nada tem a ver com terapia. Com foco no desenvolvimento humano, trata-se de uma metodologia que utiliza técnicas cientificamente comprovadas, sendo capaz de impulsionar o indivíduo a mudar hábitos, trabalhar os pontos positivos, a fim de atingir os resultados que procura. Isso tanto na vida pessoal quanto profissional.

Coach de Carreira e Relacionamento, Hélio Mannato explica a diferença entre o coaching e terapia, metodologias bastante confundidas entre as pessoas.

“O Coaching nada tem a ver com terapia. Terapia é competência de psicólogos e psiquiatras, especializados em identificar e interpretar atitudes do passado e analisar como elas refletem no presente. Na terapia são tratados traumas e problemas emocionais. O Coaching não trabalha com traumas e problemas emocionais, mas com questões atuais, de forma a analisar como elas podem interferir no futuro”, destacou.

O Coach é o profissional especializado no processo de Coaching. Ele trabalha com a assessoria ao cliente (coachee), levando-o a refletir, chegar a conclusões, definir ações e, principalmente, agir em direção a objetivos, metas e desejos.

“O caso da Mônica é muito comum. São pessoas que estão com problemas em vários aspectos e transferem para o lado profissional, acham que mudando de emprego tudo vai mudar. Na verdade, a pessoa precisa mudar o jeito de pensar, criar valores naquilo que faz e acreditar que dá certo.”

Segundo Hélio Mannato, o posicionamento da mulher frente às dificuldades na rotina de trabalho é fundamental para definir o sucesso que ela pretende alcançar na carreira.

“Em primeiro lugar, é essencial que a mulher se coloque no mesmo patamar que a empresa, mas deixando que a empresa tome as decisões. Pensar em questões como o porquê você é importante e o que está fazendo para melhorar sua situação devem fazer parte do dia a dia de uma profissional”, destacou o coah.

Após perceber que a mudança de profissão não era a verdadeira causa dos problemas, Mônica tomou outro rumo na carreira.

“Voltei a investir no consultório. Antes, se faltavam pacientes eu botava a culpa na crise, não tinha paciência. Quando comecei a trabalhar o lado pessoal, o profissional também foi mudando. Agora eu me posiciono melhor com os meus pacientes, acredito mais em mim. A realidade é você que cria. Hoje sou completamente diferente”, finalizou Mônica.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a taxa de participação das mulheres no mercado de trabalho global, em 2017, foi de pouco mais de 49%, 27% menor do que o índice de homens (76%). A OIT prevê que essas taxas permanecerão inalteradas em 2018. No Brasil, 56% das mulheres estão na força de trabalho, índice melhor que a média global, mas ainda assim 22,1 pontos percentuais menor que a masculina, estimada em 78,2%.